— Nanda Loureiro para todos os falsos moralistas
Sentir o frio da madrugada e fechar os olhos, a procura da tua imagem que ronda incessantemente minha cabeça. Você não dá trégua ao meu coração, ele bate descompassado por ti. Mãos tremulas e gélidas, que poderiam ser aparadas pelas tuas, e transformar o calor do teu corpo em meu aquecedor, enquanto meus olhos se perderiam nos teus. Milhões de sensações rondando meu corpo, mantendo-me mais viva que nunca, borboletas rasgando meu estomago, coração querendo saltar do corpo. Efeitos incríveis sobre minha pele, meus olhos, meu sorriso. Em segundos, tudo o que fora construído se tornara a base da felicidade procurada. Posso sentir teus braços envolvendo-me, numa vontade absurda de nós dois, num amor que agrada aos olhos de quem vê, e agrada a alma de quem sente. Eu sei que se eu cerrar os olhos eu posso ver-te, e te sentir, mesmo com essa distancia maldita que reina em nossos dias. Garoto, tu poderia ter sido qualquer coisa para mim, mas escolheu ser tudo. Consigo ver a felicidade na tua existência, e tu consegues trazê-la até mim, me tornando dependente desse amor que tu tanto cultivou. Só me digas que posso ser tua, sem receio, e eu vou me render (ainda mais) a ti. Diga-me que me queres tanto quanto te quero, faça minha alma se acender e incendiar por ti. Deixe-me indefesa com tuas palavras, vulnerável ao teus toques, e pode ter a certeza que lutarei de corpo e alma para estar perto, para tornar eterno tudo aquilo que temos sonhado, que temos desejado com tanta intensidade. Faça-me mais tua do que já sou. Me ame, e te darei todo amor que guardo (ardente) dentro de mim. Seja meu motivo, minha paz. Seja meu. (eym)
Bela Flor - Maria Gadú

(Giuseppe Pistone e Maria Féa a bordo do navio Conte Biancamano)
“Nada se comparava em aberração na crônica policial do país desde o “Crime da Mala”. Sentada à sua mesa na redação d’O Cruzeiro, ela [Diana] rememora o evento. Há dez anos, em São Paulo, o italiano Giuseppe Pistone estrangulou e mutilou sua esposa grávida, Maria Féa Mercedes, uma linda jovem de vinte e um anos. Para se livrar da morta, Pistone comprou uma enorme mala de couro. Como o corpo da mulher não coubesse, ele seccionou-lhe as pernas como uma navalha, na altura do joelho. Levou o fardo medonho até o porto de Santos e despachou-o pelo navio Massilia para Bordeaux, com um destinatário fictício. O cheiro insuportável e um líquido escuro que escorria da carga ao ser içada fizeram com que a Polícia Marítima averiguasse o conteúdo. Ao romperem o fecho, encontraram, dentro da mala, os despojos de Maria. Foram achados também pedaços de papel que forravam a base do baú, uma caixinha de pó de arroz Coty, um vidro com pastilhas para garganta, uma seringa, um vidro de extrato, um travesseiro sem fronha e peças de roupa feminina. Um colete de lã e uma camiseta de tricô cobriam o torso. As pernas seccionadas portavam meias de seda presas por ligas de elástico. O que mais revoltou os investigadores foi terem encontrado, junto ao corpo da moça, um minúsculo cadáver: o feto de uma menina de seis meses. Segundo o legista, o bebê nascera dentro da mala.”
As Esganadas, Jô Soares
“Trabalhando na casa de salames e vinhos de seu primo Franceso Pistone em São Paulo, Giuseppe recebe deste uma proposta de sociedade. Sem o capital necessário, escreve um telegrama à sua mãe Marcelina Baeri, na Itália, pedindo um valor equivalente a 150,000 contos de réis, parte de uma herança deixada por seu pai. Mesmo diante da recusa da mãe, aceita a proposta do primo, pretendendo mais tarde extorqui-lo.
Maria Fea decidiu então escrever uma carta à sogra, revelando toda a verdade sobre os pedidos de dinheiro. Na manhã de 4 de outubro de 1928, Giuseppe descobre a carta. O casal briga, e Pistone sufoca a esposa com um travesseiro. Sem saber o que fazer com o corpo, decide ocultá-lo em uma mala, seccionando o joelho com uma navalha e quebrando o pescoço para que o cadáver coubesse na mesma. Usando endereços e nomes falsos, remete a mala à “Francesco Ferrero”, em Bordeaux, França, através do navio Massilia.
No dia 7 de outubro de 1928 a mala é içada a bordo do navio, então atracado no Porto de Santos. Ao ser descarregada, sofre um pequeno impacto, que abre uma fresta na parte inferior e revela um forte mau cheiro. A mala é aberta, e o cadáver, em avançado estado de putrefação, descoberto. Junto a ele, além de algumas roupas da vítima (quinze pares de meia, duas almofadas, duas camisolas, duas saias comuns, uma saia com anágua, um chapéu) e a navalha utilizada no crime, estava um feto de uma menina, com aproximadamente seis meses de gestação.”
Wikipédia
— Chico Buarque
— Catharine Augusto
“Você deveria ser capaz de estar só, completamente só e, ainda assim, tremendamente feliz. Então, você pode amar. Então, seu amor não é mais uma necessidade, mas um compartilhar, não mais é uma carência. Você não se tornará dependente das pessoas que você ama. Você compartilhará – e compartilhar é bonito. Esta é a diferença entre relacionar-se e relacionamento: relacionamento é uma coisa: você se apega a ele; relacionar-se é um fluxo, um movimento, um processo. Você encontra uma pessoa e você ama, porque você tem muito amor disponível.”
(Osho)
— Elisa Borges
